É preciso encontrar e trazer para
a escola os 2,8 milhões de crianças
e adolescentes que estão excluídos
Exclusão escolar atinge principalmente meninos e meninas
vulneráveis, já privados de outros direitos
No Brasil, 2.802.258 crianças e adolescentes de 4 a 17 anos estão fora da escola, segundo
a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2015.
A exclusão escolar afeta
principalmente meninos e meninas vindos das camadas mais vulneráveis da população,
já privados de outros direitos constitucionais. Do total fora da escola, 53% vivem em
domicílios com renda per capita de até ½ salário mínimo.
A exclusão escolar não é novidade. Há quase 10 anos, o UNICEF vem alertando o País
sobre o grande número de crianças e adolescentes fora da escola. Em 2005, 11% da
população dessa faixa etária estava longe das salas de aula. De lá para cá, o percentual
caiu para 6,5%, mas o desafio da universalização da educação básica ainda não
está superado.
Encontrar cada uma das crianças e dos adolescentes que faltam, retirá-los de um contexto
de exclusão e trazê-los para a escola só é possível por meio de uma ação intersetorial,
envolvendo diferentes áreas – Educação, Saúde e Assistência Social, entre outras.
Pensando nisso, UNICEF, Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social
(Congemas), Instituto TIM e União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação
(Undime) criaram a Busca Ativa Escolar. Trata-se de uma plataforma gratuita para ajudar
os munícipios no enfrentamento da exclusão escolar.
A intenção é apoiar os governos na
identificação, registro, controle e acompanhamento de crianças e adolescentes de 4 a 17
anos que estão fora da escola ou em risco de evasão.
Por meio da Busca Ativa Escolar, municípios e Estados terão dados concretos que possibilitarão
planejar, desenvolver e implementar políticas públicas que contribuam para a
inclusão escolar. A iniciativa reúne representantes de diferentes áreas – Educação, Saú-
de, Assistência Social, Planejamento – dentro de uma mesma plataforma.
Cada pessoa
ou grupo tem um papel específico, que vai desde a identificação de uma criança ou adolescente
fora da escola até a tomada das providências necessárias para a matrícula e o
acompanhamento da permanência do aluno na escola.
Todo o processo é feito pela internet e a ferramenta pode ser acessada em qualquer dispositivo
como computadores de mesa, computadores portáteis, tablets e celulares (seja
pelo envio de SMS ou uso de aplicativos em smartphones). Há também formulários impressos
para agentes que não têm acesso a dispositivos móveis.
A Busca Ativa Escolar é uma metodologia social e ferramenta tecnológica gratuita. Ela
foi desenvolvida para auxiliar os dirigentes municipais a garantir o direito de toda criança e todo adolescente à educação, como está previsto no Plano Nacional de Educação
(PNE, 2014-2024), que, nas metas 1, 2 e 3, possui estratégias (1.15, 2.5 e 3.9) de
promoção de busca ativa de crianças e adolescentes fora da escola.
Saiba mais em
www.buscaativaescolar.org.br.

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