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PROFESSOR DE MATEMÁTICA - VOCÊ CONHECE O GEOGEBRA?


A crise educacional que estamos vivendo, sobretudo, mas não somente no ensino médio brasileiro, reside não apenas nas péssimas condições de trabalho dos docentes, mas em vários outros fatores que se evidenciam a cada dia provocando discussões e pesquisas, que invariavelmente apontam para a realização de trabalho que minimamente atenda a demanda. 
Nascimento, (2017) destaca que: "...erroneamente a atividade docente é encarada apenas como vocacional, onde se permiti uma grande dose de improviso e jeitinho ao dar a aula, não que a experiência não seja um fator positivo, mas no momento que enfrentamos mudanças radicais em períodos de tempo cada vez menores, o que foi positivo ontem pode não ser hoje com quase certeza". É imprescindível o questionamento das ideias docentes tidas como "senso comum" já presente em pesquisas na literatura nacional, como encontradas em (OSTERMANN, FERNANDA;CAVALCANTI; 2011, p.10), 
Nascimento destaca ainda que "as transformações tecnológicas impõe novos ritmos, novas percepções, surgindo assim mudança no comportamento e no ensino-aprendizagem. Com essas mudanças percebemos um descompasso entre a geração que ensina e a de quem aprende", nesse sentido é imprescindível dominar e utilizar em nossas aulas a tecnologia disponível, assim como as novas metodologia de ensino, pois o que elas fazem justamente é ampliar e intensificar as possibilidades cognitivas e interativas no processo de construção de conhecimentos (ASSMANN,2000,p.8). 
Principalmente no campo da matemática onde o país apresenta seu pior desempenho nas avaliações oficiais é interessante destacar que existe uma série de ferramentas disponíveis que podem nos ajudar a reverter esse quadro. Nessa oportunidade queremos destacar um artigo publicado no site da Nova Escola apresentando ainda em 2011, "Sete Respostas Sobre o Software GEOGEBRA, acompanhe:
Construções que podem ser movimentadas e alteradas e ainda assim retornar à posição e à forma iniciais são uma das vantagens desse programa de computador. Com linguagem simples, ele é gratuito

De olho na tela. Foto: Suzete SandinQuantas vezes você já se viu pensando assim: "Aula de geometria que se preze tem de ter compasso, régua e transferidor na mão dos alunos e muitos exercícios para eles aprenderem a medir ângulos, encontrar a mediatriz de uma reta e desenhar polígonos complexos"? Pois é hora de rever essa opinião e dar espaço a um trabalho que prioriza a aprendizagem dos conteúdos, não deixando as construções geométricas se encerrarem em si mesmas.

A ferramenta para colocar isso em prática é o Geogebra, um programa de geometria dinâmica com download livre, que vem chamando a atenção de pesquisadores e têm sido tema de diversas investigações didáticas. Embora conte com muitos recursos, ele é simples de ser usado e possui um tutorial na opção "Ajuda" bastante útil e explicativo.

Para colaborar com a atividade docente, Nova Escola apresenta sete respostas às maiores dúvidas a respeito do uso dessa ferramenta. Confira.
1 Por que aliar o Geogebra às aulas comuns?
Por que ele traz muitas vantagens em relação ao trabalho no papel ou no quadro, como movimentar as figuras em diversas direções, comparar e voltar ao aspecto inicial. Por exemplo: para provar que a soma dos ângulos internos de um triângulo é 180º, é possível alterar a figura e ver que, quando um dos ângulos aumenta, os outros diminuem, mas a soma é sempre 180º.
2 Quais conteúdos podem ser trabalhados?
Diversos: as propriedades das figuras geométricas, os conceitos de reflexão, translação e rotação (congruência) e homotetia (semelhança), cálculo de ângulos, e vários conteúdos algébricos - por exemplo, as funções.
3 Como o programa pode ser usado na sala de aula?
Uma possibilidade são as aulas expositivas, mas é interessante que os estudantes usem o Geogebra para resolver questões em duplas ou individualmente. Ele não serve apenas para trabalhar com mais agilidade e buscar diversos caminhos de resolução de problemas, mas também para checar se o que foi feito está correto. Depois de encontrar a mediatriz de uma reta, por exemplo, os alunos podem movimentá-la e observar se ela conserva a propriedade de dividir a reta em duas partes iguais. Na EMEF Padre José Francisco Bertero, em Criciúma, a 189 quilômetros de Florianópolis, a professora Ana Lúcia Pinto utiliza o Geogebra com turmas do 6º ao 9º ano e propõe diversas atividades, algumas feitas no caderno e conferidas no computador. Esse procedimento é uma maneira de validar a resolução proposta pelos alunos.
4 Antes de resolver um problema no computador, os alunos devem saber fazê-lo no papel?
Não necessariamente, até porque existem desafios que são possíveis de resolver somente no computador. Por exemplo, desenvolver um triângulo isósceles com base em um equilátero. No entanto, independentemente do tipo de exercício proposto, o importante é que a turma compreenda o conceito, seja utilizando o computador, seja desenhando a lápis. "Na escola, o Geogebra é simplesmente uma ferramentas. O objetivo não é que a turma aprenda simplesmente a usá-lo. Ele tem de estar a favor do ensino de algum conteúdo", explica Marcelo Kruppa Villani, professor da Escola Projeto Vida, na capital paulista.
5 Como iniciar o trabalho com o Geogebra?
Depois de estudar o software, você pode mostrar para a turma o que é possível fazer com os botões básicos - como "mover" e "polígono". Em seguida, propor uma atividade que permita explorar os demais. Assim, os alunos vão descobrir o que é possível fazer (leia a sequência didática).
6 Há limite de download do software?
Não. Por ser um software livre, cópias são permitidas (desde que feitas para uso não comercial) e gratuitas. Por isso, os estudantes também podem tê-lo no computador pessoal. Isso permite que você proponha lição de casa para ser feita com a ferramenta. Depois, é só salvar a tarefa para corrigi-la na escola.
7 Existem bons exercícios prontos desenvolvidos com o Geogebra?
Sim, e é possível acessá-los gratuitamente na internet também (leia o endereço no quadro Quer Saber Mais?). Membros do Instituto de Matemática da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolveram várias atividades interessantes para a garotada. "Uma delas propõe explorar a relação entre a expansão decimal de um número e sua representação geométrica numérica", explica Humberto José Bortolossi, professor da UFF e coordenador do Instituto Geogebra, no Rio de Janeiro. Essa proposta, em especial, ajuda os alunos a perceber que realmente existem infinitos números decimais entre dois números inteiros.
O erro mais comum
Ao propor uma atividade para a turma, fornecer um passo a passo de como realizá-la, listando os botões do software que devem ser acessados. O desejável é apresentar a tarefa e deixar os alunos experimentarem as opções do Geogebra a fim de escolher a mais apropriada.
Fonte:Beatriz Vichessi – Disponível em:  https://novaescola.org.br/conteudo/2233/sete-respostas-sobre-o-software-geogebra
Link para Download em Português: https://www.geogebra.org/cms/pt_BR

Quer conhecer outras ferramentas para trabalhar matemática?

Visite: 

http://paje.fe.usp.br/~labmat/edm321/1999/material/_private/geoplano.htm

Dica de Leitura:

Referenciais Teóricos-Metodológicos: Sequências Didáticas Com Tecnologias no Ensino de Matemática na Educação Básica - publicado por Edvaldo Lopes do Nascimento. Disponível em: 

http://revistapos.cruzeirodosul.edu.br/index.php/rencima/article/view/1281/886





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