
A Equipe gestora da Escola Maria de Lourdes Ribeiro Fragelli acabou de estruturar nesta tarde o Projeto Pró-Escolas Formação "PEF" com quatro eixos temáticos que nortearão nossos trabalhos ao longo do primeiro e segundo semestre de 2018: Avaliação Educacional, Currículo, Metodologia e Planejamento. Acreditamos que as reflexões e as trocas de experiências que serão oportunizadas nesse importante espaço conquistado por todos nós ao longo de imensa jornada de luta nos propiciará mais segurança no enfrentamento dos desafios diários deste nobre ofício.
Este espaço destina-se a cada um e cada uma dos educadores e educadoras envolvidas nesse processo.Esperamos contar com sua colaboração no envio de sugestões, críticas e contribuições ao longo das abordagens dos mais diversos temas que serão estudados.
Para provocá-los quero compartilhar um texto publicado nesta tarde na Folha de São Paulo sobre o primeiro assunto que discutiremos. Boa Leitura!
O CURRÍCULO ESCOLAR COMO INSTRUMENTO DE INCLUSÃO ESCOLAR
A escola deve se ocupar da formação do indivíduo e estimular o desenvolvimento das habilidades e competências de cada aluno. É preciso levá-los a aperfeiçoar as próprias características e descobrir recursos para lidar com suas dificuldades e/ou inabilidades. Porém, como garantir isto a TODOS os estudantes lidando com a imensa diversidade que encontramos hoje dentro das salas de aula? Durante muito tempo a ação educativa acontecia muito mais no sentido de “ajustar” o aluno a escola. Hoje, porém, estamos mudando este foco e desenvolvendo um trabalho em que a escola busca atender às necessidades do aluno.
Quando deixamos de ouvir os educandos e desconsideramos suas necessidades, quando nos esquivamos de conhecer verdadeiramente suas histórias e nos afastamos do contato com suas realidades, certamente os colocamos num leito “padrão”, sem respeito por diferenças individuais ou circunstâncias especiais, pois tentamos, ainda que, de maneira inconsciente, ajustá-los às nossas necessidades, a supostos saberes, lhes lançamos desafios para os quais ainda não estão prontos e esvaziamos a aprendizagem significativa.
Na escola que trabalha com a diversidade, o estudante é o foco central de toda ação educacional, e as intervenções devem adequar-se aos indivíduos e não o contrário. Para que isto aconteça a equipe de educadores deve conhecer cada aluno, respeitar suas potencialidades e necessidades, e a elas responder com excelência nas intervenções pedagógicas.
Em decorrência disso o “fazer pedagógico” em uma escola que trabalha com a inclusão leva a equipe de educadores a diversas reflexões sobre como garantir que os alunos não estejam somente matriculados, mas tenham suas demandas atendidas. Qual estrutura é necessária? Que estratégias são mais significativas? Como estabelecer objetivos pedagógicos consistentes? Qual processo avaliativo é eficaz? Como estabelecer o conteúdo a ser trabalhado?
Estas e outras perguntas também fazem parte de nosso cotidiano e, neste texto, pretendemos compartilhar nossa experiência na adequação de um destes aspectos: o currículo escolar. Como elaborar um currículo que seja adequado a cada educando? Que conteúdo abordar? Que objetivos estabelecer? Como estabelecer critérios para o processo avaliativo?
Em uma escola que pretende trabalhar com a diversidade a elaboração do currículo deve prever as adaptações, admitindo flexibilizações que oportunizem adequar a ação pedagógica às necessidades particulares de cada um. A educação inclusiva requer um currículo dinâmico, que permita ajustar o fazer pedagógico às necessidades dos alunos e ser um recurso para promover o desenvolvimento e a aprendizagem dos mesmos.
Estas adequações, feitas de forma a garantir o processo de aprendizagem a todos os educandos, inclusive aos que apresentam necessidades educacionais especiais, são as chamadas Adaptações Curriculares. Estas adaptações devem ter o currículo regular como referência, e o trabalho deve ser organizado de acordo com as necessidades de cada um.
Não é necessário apenas elaborar um novo currículo, mas torná-lo dinâmico e flexível, para que atenda realmente a todos. A programação de cada estudante precisa ser significativa, contextualizada e motivadora, além de propiciar o desenvolvimento de cada um.
Podemos considerar que um currículo eficaz, que cumpre o papel de promover o desenvolvimento dos estudantes é aquele que:
Tem base nos conhecimentos prévios e nos centros de interesses de cada aluno.
É significativo.
Contribui para formação integral daquele aluno.
Desenvolve habilidades e competências.
Aperfeiçoa e dá alternativas para as dificuldades.
Prevê a construção da METACOGNIÇÃO.
Faz o conhecimento circular na escola;
produção/transmissão/ampliação/modificação.
Fonte:http://educacao.estadao.com.br/blogs/graphein/o-curriculo-escolar-como-instrumento-de-inclusao-escolar
Comentários
Postar um comentário